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Encontrado planeta mais parecido com a Terra

Encontrado planeta parecido com a Terra orbitando uma estrela na constelação de Libra chamada Gliese 581. O planeta possui três vezes o tamanho da Terra, mas curiosamente o ano lá equivale a pouco mais de um mês terrestre e aparentemente o planeta não tem movimento de rotação como a Terra, ele possui um lado iluminado por uma estrela anã vermelha e o outro totalmente escuro como a nossa Lua.

A descoberta foi feita por Astrônomos da Universidade da Califórnia e da Carnegie Institution de Washington divulgada nesta quarta-feira 29 de setembro e pode ser o primeiro com condições reais para abrigar vida, mas os cientistas afirmam que os seres vivos lá podem não ser parecidos com os daqui, o grupo descobriu o planeta mais parecido com a Terra já visto, e, mais importante, demonstrou o poder de uma nova técnica sensível à detecção de planetas habitáveis.

A distância do planeta em relação à estrela, segundo os astrônomos, permite que ele tenha um clima ameno, nem tão frio nem tão quente o que possibilitaria a existência de oceanos e rios. Os cientistas estimam que a temperatura média fique entre -12 e -31°C graus Celsius negativos.


O coordenador da pesquisa Steven Vogt, conta que levou 11 anos entre pesquisas e observações no Observatório W. M. Keck, localizado no Havaí, para localizar um planeta com condições para habitar vida, apesar de o planeta ter três vezes o tamanho da terra a uma distância de 20 anos luz, já é um grande avanço, pois até bem pouco tempo atrás, quase todos os 170 planetas extra-solares encontrados  são gigantes maiores do que Saturno e Júpiter, as técnicas convencionais de caça a planetas extra-solares só permitem detectar mundos próximos demais de suas estrelas (cerca de um décimo da distância Terra-Sol, tipicamente), o que também elimina chances de vida.

Apesar de incrível a descoberta, ainda são remotas as chances de o homem sonhar em visitar um planeta a tal distância, pois mesmo que conseguíssemos viajar a velocidade da luz, uma nave levaria 20 anos para chegar até lá, uma sonda seria ainda mais demorado, pois só consegue viajar a um décimo dessa velocidade.

Os resultados da pesquisa serão publicados na revista científica Astrophysical Journal, mas pode ser encontrada online no site:



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