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NASA anuncia novidades sobre Mercúrio

Se juntássemos toda a cinza vulcânica presente na superfície de Mercúrio, seria suficiente para cobrir uma área duas vezes maior do que o estado de Goiás com uma camada de mais de 6.000 metros. Esse é apenas uma das novas revelações que pesquisadores da agência americana NASA fizeram, no último dia 30, sobre o primeiro planeta do sistema solar.

As descobertas, em sua maioria, são mérito direto da sonda Messenger, de 446 milhões de dólares. É um artefato que está no espaço desde 2004, entrou na órbita de Mercúrio em março desse ano, e forneceu informações para sete relatórios sobre o planeta recentemente.
A faceta vulcânica de Mercúrio foi um dos pontos de maior destaque das novas pesquisas. Conforme apurou a sonda, através de imagens em alta definição, crateras de quase 2 quilômetros de profundidade foram cobertas de lava até a boca. Ao longo da história do planeta, que tem aproximadamente 4 bilhões de anos, houve a formação dessas “planícies” vulcânicas. Juntas, elas perfazem 6% da superfície de Mercúrio, o equivale a cerca de metade do território brasileiro, em área.

Apesar de o planeta já ter uma idade considerável, os cientistas defendem que tais erupções foram relativamente rápidas. Eles afirmam não poder precisar se tais erupções aconteceram em questão de dias ou alguns poucos anos, mas garantem que certamente não foi um processo de milhões de anos.

Um mapeamento de Mercúrio mostra que o planeta é coberto de crateras. Um exame mais aprofundado, feito pela NASA, observa que algumas dessas crateras são relativamente “frescas”, o que indica atividade vulcânica recente. Ainda não se havia observado, por exemplo, que grande parte da superfície é coberta de enxofre, proveniente das erupções.
Esse conjunto de condições, combinado com a radiação solar, faz com que haja materiais voláteis em constante movimentação na superfície do planeta. O significado disso é simples: Mercúrio não está estático, e os levantamentos posteriores devem mostrar dados ainda desconhecidos.

Além do enxofre, Mercúrio tem altas doses de potássio, tório e urânio. A radiação solar, que explica muito sobre certas características, colabora em outra revelação. Aparentemente, o planeta emite ondas constantes de raios gama, o que abre portas para novas teorias de como Mercúrio se originou. Há a ideia de que o planeta tem mais em comum com Vênus, Terra e Marte do que se imaginava.

Outra novidade, que tem estimulado debates, é sobre a temperatura. Conforme o novo levantamento da NASA, Mercúrio não é tão quente quanto os astrônomos acreditam. Primeiro, porque uma temperatura muito alta iria carbonizar todos esses elementos voláteis que circulam na atmosfera. Além disso, está ganhando força entre os cientistas a ideia de que Mercúrio está, na verdade, esfriando ao longo do tempo.

A sonda Messenger também investigou outro campo inexplorado sobre Mercúrio. Mais precisamente, o campo magnético. A base desse campo, como já se imaginava, é igual à da Terra: parte de eletricidade conduzindo fluidos por dentro de um núcleo metálico. No caso da Terra, é esse campo magnético que mantém o limite da atmosfera na distância em que está, e Mercúrio também tem essa vantagem. Mas o planeta, obviamente, não reúne várias outras condições para que haja vida. 

Fonte: Space

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