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Cientistas da NASA descobriram o planeta extraterrestre mais negro já visto.

O planeta em questão é um gigante do tamanho de Júpiter, conhecido como TrES-2b. A sonda Kepler o detectou rondando uma estrela amarela, parecida com o sol, chamada GSC 03549-02811 cerca de 750 anos-luz de distância, na direção da constelação de Draco.

Os pesquisadores descobriram que o gigante de gás reflete menos de 1% da luz solar que cai sobre ele, tornando-o mais escuro do que qualquer outro planeta ou lua visto até agora.
“É simplesmente absurdo o quão escuro este planeta é, incomparável a qualquer coisa do nosso sistema solar”, disse o astrônomo David Kipping.

Júpiter tem nuvens que refletem mais de um terço da luz solar que o alcança, mas TrES-2b, aparentemente, não tem nuvens reflexivas. Ele é superaquecido, com uma atmosfera de mais de 980 graus Celsius por uma estrela apenas 5 milhões de quilômetros de distância dele.
“Ele não é completamente escuro. É tão quente que emite um brilho vermelho fraco, como uma brasa”, diz o coautor do estudo, David Spiegel.

Os pesquisadores propõem que substâncias químicas que absorvem luz, como sódio vaporizado ou potássio na atmosfera do planeta poderiam ajudar a explicar porque ele é tão escuro. Ainda assim, nada disso pode explicar por que o mundo é tão sombrio. “Há uma boa chance de ser por causa de um produto químico que ainda não pensamos”, diz Kipping.

Os astrônomos pensam que TrES-2b está “preso” à sua estrela, como a nossa lua, de tal forma que um lado do planeta enfrenta sempre a estrela. Isto o levaria a mudar de fases, uma vez que orbita a sua estrela, assim como nossa lua, fazendo com que o brilho total dos dois varie um pouco ao longo do tempo.

Os cientistas dizem que, apesar de TrES-2b, atualmente, ser o planeta mais escuro conhecido, mundos semelhantes, sem dúvida, esperam para ser descobertos. Por enquanto, os resultados reforçam a ideia de que nosso sistema solar pode não ser tão típico como se pensava, com uma extraordinária variedade de mundos.

A missão Kepler continua até 2012. Novas investigações em mais de 1.200 possíveis mundos poderiam transformar-se em outros planetas invulgarmente escuros.

Fonte: LiveScience

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