Pular para o conteúdo principal

Novo telescópio da NASA estuda atmosfera do Sol

A NASA, agência espacial americana, divulgou as primeiras imagens do Sol feitas pelo telescópio IRIS (Interface Region Imaging Spectrograph, espectrógrafo de imagem de interface, em tradução livre), que orbita a Terra desde 27 de junho. O equipamento vai observar o Sol de maneira mais detalhada, principalmente a cromosfera, porção mais baixa da atmosfera da estrela, uma região ainda pouco conhecida pelos cientistas.

As primeiras imagens do IRIS mostram estruturas finas, com aparência fibrosa, que nunca haviam sido vistas antes. Segundo os pesquisadores, elas revelam a existência de grandes contrastes de densidade e temperatura na região.

O estudo da cromosfera, camada da atmosfera solar mais próxima de sua superfície, é importante para que seja possível entender o fluxo de energia dessa região para a corona, porção superior da atmosfera e com maior temperatura — ela é quase cem vezes mais quente do que a própria superfície do Sol, ultrapassando um milhão na escava Kelvin.

Transição

O telescópio também foi projetado para estudar a região de transição entre as duas camadas da atmosfera solar (cromosfera e corona). É nessa região que se formam os raios ultravioleta, que afetam o clima da Terra, e também os ventos solares, que podem afetar satélites e sistemas elétricos quando se aproximam do nosso planeta.

Para isso, o IRIS foi equipado com um telescópio ultravioleta e um espectrógrafo (equipamento que realiza um registro fotográfico de um espectro luminoso). Enquanto o primeiro obtém imagens em alta resolução, o segundo divide a luz solar em seus diversos comprimentos de onda e mede o quanto de cada um deles está presente. Por meio da análise dessas informações, é possível obter dados de velocidade, temperatura e densidade, essenciais para o entendimento de como a energia se move pela região.

“A qualidade das imagens e espectros que estamos recebendo do IRIS é incrível. Ainda temos muito trabalho pela frente para entender o que estamos vendo, mas a qualidade dos dados vai nos permitir fazer isso”, afirma Alan Title, integrante da equipe de pesquisadores do telescópio IRIS.

Previsões

A missão IRIS vai ajudar na compreensão do surgimento dos eventos meteorológicos em regiões espaciais próximas à Terra. Entender como a energia e a matéria solar se movem através da região de transição pode ajudar os pesquisadores a melhorar as previsões para os tipos de eventos que podem danificar tecnologias da Terra.

Fonte: VEJA


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Misterioso objeto isolado é investigado por astrônomos

Uma equipe internacional de astrônomos investigou recentemente um misterioso objeto designado CFBDSIR J214947.2-040308.9, a fim de tentar revelar sua natureza. Infelizmente, ainda não sabemos do que se trata, mas supõe-se que ele seja uma massa planetária jovem e errante, ou uma anã marrom de baixa massa e alta metalicidade. Os resultados de novas observações podem ajudar os cientistas a distinguir entre essas duas classes. Dúvida O objeto foi detectado pela primeira vez em 2012 por Philippe Delorme, da Universidade de Grenoble Alpes, na França, e seus colegas. Na época, a equipe pensou que ele poderia ser um membro do grupo movente AB Doradus. Após sua descoberta, foi classificado como um candidato a massa planetária isolada. No entanto, devido à falta de evidências convincentes para suportar a hipótese de que o CFBDSIR 2149-0403 se formou como planeta e posteriormente foi ejetado, não se pode excluir a possibilidade de que seja uma estrela anã marrom de baixa massa. Complicação Pa...

NASA revela imagens inéditas da superfície de Marte

A NASA, agência espacial norte-americana, disponibilizou uma nova imagem panorâmica da superfície de Marte, enviada a partir do robô Rover Opportunity. A fotografia, que oferece um conteúdo mais detalhado do planeta e que integra a compilação de 817 fotografias tiradas durante o período de exploração no «planeta vermelho», mostra cores bastante saturadas, a fim de se destacarem as características diferentes à superfície. Os cientistas dizem que a imagem mostra o local onde o «veículo» se encontrava durante o inverno marciano, assim como os painéis solares ao fundo. O cientista Jim Bell, da Arizona State University, contou que a imagem «é uma visão espetacular e detalhada da maior cratera de impacto», a mais bem conseguida ao longo da missão. Rover Opportunity marcou o seu 3000º dia em Marte, a 2 de julho, e a agência espacial assinalou, no mesmo dia, 15 anos de exploração. O objetivo principal da máquina multi-milionária - a mais complexa que a agência con...

Mercúrio é fotografado pela primeira vez a partir da sua órbita

A NASA já recebeu as primeiras fotografias tiradas pela sonda Messenger que está a orbitar Mercúrio. O planeta mais próximo do Sol nunca tinha sido fotografado a partir da sua órbita. A fotografia mostra o Sul de Mercúrio a preto e branco coberto de crateras. Um dos acidentes geográficos mais importantes que se pode ver é a enorme cratera Debussy, com os seus raios brancos formados a partir do material projetado durante a colisão do meteoro, que se prolongam por centenas de quilómetros. Do lado esquerdo desta cratera, a oeste da Debussy, está a cratera Matabei, menor e com raios escuros. Os cientistas pensam que estes raios são provenientes de material escuro, que estava em profundidade, e foi ejetado durante a colisão de outro meteoro. A parte inferior da fotografia mostra a superfície da região perto do Pólo Sul do planeta, que até agora não tinha sido registada por nenhuma sonda. Já existiam fotografias de Mercúrio tiradas a partir da Terra e durante as apro...

Descoberto menor planeta fora do Sistema Solar

Exoplaneta é similar à Terra, mas com temperaturas que chegam a 1500 °C. Kepler 10-b: parecido com a Terra, porém quente demais para conter vida um telescópio da Nasa descobriu o menor planeta fora do Sistema Solar, e ele é rochoso como a Terra. Apesar disso, é quente demais para conter qualquer tipo de vida: em um de seus lados, as temperaturas chegam a 1500 °C. A agência espacial americana o batizou de Kepler 10-b, como uma homenagem ao telescópio que o encontrou, o Kepler. A cientista Natalie Batalha disse que o Kepler 10-b tem 1,4 vezes o tamanho da Terra e uma massa equivalente a 4,5 vezes a do nosso planeta. Astrônomos já haviam encontrado outros planetas com massas similares à da Terra, mas nenhum com um tamanho semelhante. O motivo de suas altas temperaturas é sua localização em relação à estrela que orbita: o novo planeta está 20 vezes mais perto dela do que Mercúrio do Sol. Fonte: terra.com.br

NASA fotografa Marte, você escolhe aonde!

A NASA está convidando o público desde o começo do ano de 2010 a selecionar locais em Marte para serem fotografados por uma das mais poderosas câmeras já enviadas ao espaço. A câmera é HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment), que está a bordo da sonda espacial MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), responsável pelas mais belas imagens de Marte já feitas até hoje. A HiRISE é um dos seis instrumentos da MRO. Lançada em agosto de 2005, a sonda espacial chegou a Marte no ano seguinte para começar uma missão científica de dois anos. Desde 2006, a HiRISE já fez aproximadamente 13.000 fotos de Marte, abrangendo dezenas de quilômetros quadrados, no entanto, apenas cerca de 1 por cento da superfície de Marte foi fotografado até agora. O público está sendo incentivado a recomendar alvos nos outros 99 por cento.  Para receber as sugestões, a NASA criou um site interativo, chamado HiWish, um trocadilho com as letras iniciais do nome da câmera e a palavra desejo, você faz u...

Vídeo: fotos de Júpiter em movimento

A sonda Juno, da NASA, fez imagens incríveis de Júpiter em julho de 2016, divulgadas recentemente. Para nossa sorte, Sean Doran aproveitou essas imagens publicamente disponíveis e as costurou para criar um vídeo (ou animação) do sobrevoo da sonda pelo planeta. Gerald Eichstädt fez a coloração, e a música foi adicionada por Avi Solomon. A missão Lançada em 2010, Juno começou ano passado uma série que totalizará 12 órbitas em torno do maior planeta do sistema solar. O trajeto selecionado para esta missão é uma órbita polar larga, passada na maior parte bem longe de Júpiter. No entanto, uma vez a cada 53 dias, a sonda cruza mais próxima da superfície do planeta gasoso, registrando dados e tirando fotos por duas horas. Fazer o download dos seis megabytes de dados coletados durante este trânsito leva cerca de um dia e meio. Fonte: ThisIsColossal